DIRECIONAL Contabilidade

Contabilidade para médicos, dentistas e clínicas em Ibirité e região de BH

Quem atende paciente passa o dia dentro do consultório e resolve a parte burocrática nas brechas da agenda. O resultado é conhecido: guia de convênio glosada que ninguém recorreu, repasse de operadora que caiu com valor diferente do combinado e sem demonstrativo conferido, plantão em hospital pago via PJ misturado com o particular recebido em Pix, e uma pilha de recibos que só é olhada em abril, na correria da declaração. Não é falta de organização — é que a rotina clínica não deixa espaço para acompanhar isso semana a semana. A tributação muda conforme quem paga, quem presta o serviço e em qual estrutura a atividade é exercida.

Some a isso as decisões que mudam o bolso de verdade e quase nunca são explicadas em português: continuar como autônomo com livro-caixa e carnê-leão, quando aplicável, ou constituir PJ; se a PJ vale a pena, entender por que a folha e o pró-labore podem alterar o enquadramento da atividade entre os Anexos III e V do Simples Nacional pelo cálculo do Fator R; verificar se a sociedade atende aos requisitos do regime aplicável às sociedades de profissionais no município. Cada uma dessas escolhas depende do seu município, do tipo de sociedade e de como você recebe — e o próprio tratamento do ISS está em transição por conta da Reforma Tributária. Nada disso deve ser decidido por indicação de colega nem tratado como regra igual para todo mundo.

O que costuma dar errado nesse setor

  1. 01

    Recebimento de convênio sem conferência do demonstrativo

    A operadora paga em lote, glosa procedimento, desconta taxa e retém tributo. Sem alguém batendo o demonstrativo contra o que foi faturado, glosas, divergências de valor e retenções passam despercebidas, dificultando a contabilização correta da receita. A glosa admite recurso e reapresentação, mas só quando identificada a tempo.

  2. 02

    Pró-labore definido sem analisar o impacto tributário e previdenciário

    O valor do pró-labore costuma ser definido pelo custo do encargo, sem considerar o efeito que ele tem no cálculo do Fator R e, consequentemente, no anexo do Simples Nacional em que a atividade é tributada. O mesmo valor que reduz a folha pode alterar o enquadramento e elevar a alíquota efetiva.

  3. 03

    Sociedade uniprofissional nunca solicitada na prefeitura

    A sociedade poderia atender aos requisitos do regime aplicável às sociedades de profissionais, mas continua recolhendo ISS sobre o faturamento porque o enquadramento não foi requerido, ou foi requerido e a sociedade deixou de atender aos requisitos do regime.

  4. 04

    Particular no Pix pessoal e PJ no CNPJ

    Atendimento particular recebido na conta pessoal, plantão recebido no CNPJ e recibo emitido só quando o paciente pede. A movimentação não reflete de forma organizada a receita da atividade, dificultando a conciliação e a apuração — tanto do Carnê-Leão, quando aplicável, quanto da PJ.

  5. 05

    Receita Saúde sem emissão de recibo

    Médicos, dentistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos e terapeutas ocupacionais que atuam como pessoa física devem emitir recibo pelo Receita Saúde, e a informação integra a declaração de rendimentos. Sem o recibo emitido e sem o controle organizado desses valores, a declaração fica incompleta.

Como a DIRECIONAL atende

  • Comparação entre autônomo e PJ para a sua realidade

    Analisamos como você recebe hoje — particular, convênio, plantão, cooperativa — e comparamos os cenários de tributação antes de qualquer abertura de empresa.

    Fiscal e tributário
  • Abertura da PJ médica ou odontológica

    Constituição com CNAE compatível, contrato social adequado à sociedade entre profissionais da mesma habilitação, alvará e vinculação ao conselho de classe.

    Abertura e regularização
  • Acompanhamento do Fator R mês a mês

    Monitoramos a relação entre folha e receita ao longo do ano para que a mudança de anexo não seja descoberta na hora de pagar a guia, e ajustamos o pró-labore com você.

    Fiscal e tributário
  • Pedido e manutenção da sociedade uniprofissional

    Verificamos se a sua sociedade atende aos requisitos do município, protocolamos o enquadramento e cuidamos das obrigações que mantêm o regime válido.

    Fiscal e tributário
  • Conciliação de repasses de convênio e faturamento particular

    Conferência dos demonstrativos das operadoras contra a receita registrada, tratamento das glosas e organização do particular, tudo dentro da escrituração mensal.

    Contabilidade
  • Folha de recepção, auxiliares e equipe clínica

    Admissão, folha, férias, eSocial e rescisão da equipe da clínica, com os documentos de fechamento recebidos até o dia 02 de cada mês.

    Departamento pessoal

Perguntas frequentes

Compensa abrir PJ para atender por convênio e plantão?

Costuma ser a pergunta certa quando o volume mensal já é constante, mas a resposta depende do quanto você recebe, de quanto sai em folha e do município. Fazemos a comparação com os seus valores reais e mostramos os dois cenários lado a lado, sem prometer percentual de economia.

O que é o Fator R na prática da minha clínica?

É a relação entre o que a empresa paga de folha, incluindo pró-labore, e a receita bruta do período. Para as atividades em que esse cálculo se aplica, essa relação pode alterar o anexo do Simples Nacional em que a clínica é tributada. Por isso o pró-labore não deve ser definido só pelo encargo: ele pode influenciar a alíquota efetiva, sempre conforme a atividade e a estrutura da sociedade.

Como saber se minha sociedade se enquadra no regime das sociedades de profissionais?

Os requisitos, a forma de recolhimento e a própria existência do regime variam conforme o município e podem ser afetados pela transição da Reforma Tributária. Por isso verificamos se a sociedade atende aos requisitos do regime aplicável às sociedades de profissionais no município, analisamos o contrato social e só então avaliamos se faz sentido protocolar o enquadramento. Não assumimos o enquadramento nem o valor de ISS sem essa verificação.

Como fica o atendimento particular recebido em Pix?

Precisa entrar no mesmo controle de receita, com recibo ou nota conforme o caso e conforme a exigência aplicável à sua atividade. Se você tem PJ, o ideal é que o particular seja recebido na conta da empresa e faturado por ela, para não criar duas realidades diferentes.

Vocês cuidam das glosas dos convênios?

Conferimos o demonstrativo de pagamento contra o que foi faturado e apontamos as diferenças e as retenções aplicadas, para que a clínica saiba onde recorrer. O recurso junto à operadora é feito pela clínica ou pelo faturista, com os números que entregamos.

Fale com quem já atende profissionais da saúde na região.

Segunda a sexta, 8h às 17h. Você fala direto com um contador do escritório.

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Conteúdo informativo. Não substitui análise do caso concreto. Última revisão: 17/08/2026.